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O Cauê apareceu na minha vida em um momento de transições e muitas escolhas a serem feitas. Concordamos em fazer uma troca de trabalhos. Eu fiquei encarregado de programar o site da Rede Trevo do Amor e ele iniciou seu trabalho de Renascimento comigo.

 

Ao estudar o projeto, percebi que várias pessoas davam depoimentos falando sobre sincronicidade, mágica, auto-conhecimento, união; e todas elas de alguma forma, associavam essas histórias ao Trevo do Amor. Fiquei curioso e esperei o que esse trevinho poderia me trazer.

 

Não demorou muito e várias coisas começaram a se desenrolar – Tomei coragem para sair do emprego onde eu estava insatisfeito, comecei a trabalhar de casa, abri uma micro empresa de comunicação, outra de eventos - chamei para morar comigo um amigo meu que estava em um momento de vida muito ruim e consegui ajudá-lo bastante, trabalhamos juntos em algumas coisas – consegui juntar dinheiro e recentemente, fui viajar para a Noruega com a minha namorada.

 

Lá na Noruega, o objetivo era ver a Aurora Boreal, um dos fenômenos naturais mais espetaculares do planeta! Por isso, prometi ao Cauê que tiraria uma foto bem linda do trevo, com a Aurora de fundo.

 

Levei o trevo bem acomodado, dentro de um caderninho, para não se desfazer. A viagem foi longa, mais de 14 horas em 2 aviões só pra chegar em Oslo, a capital.

 

Fomos ver a Aurora pela primeira vez, ainda meio fraquinha, em uma ilha próxima a Oslo, porém não consegui montar o tripé com a câmera e a foto não saiu. Como a foto é noturna, a câmera sempre precisa estar em um tripé, com a velocidade extremamente baixa, para que a Aurora apareça. Não é uma foto fácil de se fazer.

 

Na próxima vez que vimos a Aurora, dessa vez mais forte, estávamos voltando de um passeio, no meio da estrada. Dessa vez, sem tripé e sem o trevo! Totalmente desavisado. Não foi dessa vez também.

 

Finalmente cruzamos a fronteira da Noruega com a Finlândia, onde consegui tirar uma foto bacana do trevo, mas ainda sem Aurora.

 

Quando consegui ter o tripé funcionando, trevo na mão e previsão de Aurora forte naquela região da Finlândia, tirei o trevo do caderno e vi que ele tinha congelado! Ele começou a se despedaçar todo, estava muito frágil. Mesmo assim, peguei um pedaço de papel, alguém arranjou um cola bastão e fiz uma “gambiarra” com o coitado do trevinho!

 

A Aurora saiu fortíssima e eu saí correndo pra resolver logo a foto do trevo! Foi aí que tudo deu errado mais uma vez: A foto saía tremida, fora de foco – Nem o guia da viagem que tem 10 anos de experiência conseguiu me ajudar.

 

Fiquei meio desesperado. Nisso, perdi meus óculos na neve, depois uma das minhas luvas. Para ajudar, ainda perdi o TREVO!

 

Todo mundo estava tirando fotos com a Aurora, enquanto eu estava lá, chafurdando na neve, procurando minhas coisas. Minha namorada ficava me chamando pra ver a Aurora com ela, pra tirar fotos, mas eu estava obcecado com a foto que havia prometido.

 

Fiquei furioso! Queria tirar logo a foto pra poder curtir a Aurora sossegado depois.

Mas aí, percebi que essa obsessão não estava me levando a nada. Notei como eu estava tentando controlar tudo mais uma vez. Sempre temos a ilusão de controle sobre a nossa vida, sobre a natureza, sobre as pessoas.

 

Foi aí que a mágica aconteceu. Larguei mão do trevo um pouquinho e deixei o controle de lado. Fui curtir a Aurora com o pessoal da excursão, dar risada, tirar fotos. No fim das contas, foi uma das noites mais incríveis da minha vida – e pra melhorar, como num passe de mágica, acharam meus óculos na neve! Acharam também minha luva e, por mais improvável que fosse, achei o TREVO!

 

Consegui a foto, consegui curtir a Aurora e aprendi mais uma vez que, às vezes, é melhor deixar o controle de lado – é importante confiar, se jogar um pouco no fluxo da vida e deixar que as peças se encaixem por elas mesmas.

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