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Porto Alegre. Parque da Redenção. E mais uma linda e incrível história de um encontro sincronizado de almas! Perdoem-me, irmãos, mas há como resumir essa história tão marcante na minha vida por pensar que cada detalhe que a compõem tem uma relevância única! Eu tinha marcado um atendimento de leitura de aura com uma senhora, mãe de duas irmãs maravilhosas, Raquel e Paula, às 10 h da manhã. Cheguei uma hora antes para fazer meus exercícios e, faltando pouco para o encontro, vejo uma mulher deitada na grama lendo um livro. Tinha uma energia muito boa e me veio a intuição de ir tirar as cartas do oráculo da iluminação para ela. Também, entreguei-lhe um trevo do amor e, para ambos, foi uma alegria gigante. Em seguida, vi uma senhora chegando perto da fonte na qual eu tinha marcado o encontro. Ela sentou-se em um banco e eu fui em sua direção, convicto de que era a mãe das meninas. Quando me aproximei dando bom dia, perguntei-lhe se era ela a mãe da Raquel. A senhora me olhou com uma expressão intrigada e me disse que não tem nenhuma filha com esse nome. Pedi desculpas e contei-lhe que estava esperando uma senhora e pensei que fosse ela. Sentei-me ao seu lado e começamos a conversar. Chamava-se Vera e era uma professora aposentada que estava passando por algumas dificuldades. Se aposentou e depois de dois anos e o governo reduziu a sua aposentadoria em menos da metade, alegando que faltava 111 dias para completar seu tempo de trabalho e que ela estava devendo horas para o Estado. No entanto, ela disse que estava sobrando horas e já havia entrado na justiça, vindo a descobrir depois disso que o processo é demorado e fazia alguns meses que ela estava passando dificuldades financeiras. Ela tinha uma energia muito boa e, por isso, entreguei-lhe um trevo do amor, pedindo para fechar os olhos e fazer uma meditação com ela, Hooponopono e doação de Deeksha. Seus olhos estavam maravilhados com aquele lindo momento de relaxamento e tranquilidade. Uma amiga dela chegou de bicicleta e se juntou a nós. Então tiramos as cartas do oráculo da iluminação e as mensagens lindas e fortes tocaram seus corações.

 

Viram-me com a cestinha de biscoitos do Trevo do Amor de mel com gengibre, nós moscada, cravo, açúcar mascavo que minha tia fez e logo elas compram dois saquinhos para ajudar e, também, um adesivo do trevo. Os minutos passaram e passaram. Já eram quase 11 da manhã e nada da senhora que viria fazer o atendimento. Vera me emprestou seu celular, pois ainda estava com o número de Florianópolis, e consegui falar com a Raquel, que ligou para a sua mãe e descobriu que ela tinha me enviado uma mensagem pelo Facebook às 7h30min, dizendo que tinha acordado indisposta, com gripe, e não poderia ir ao encontro. Recebo aquela informação e um pensamento de não saber o que fazer me ocorre: estava contando com aquele atendimento, visto que eu só tinha sete reais na carteira e o dinheiro dos biscoitos era para a minha tia economizar a fim de conseguir pagar os gastos de sua viagem até Florianópolis, na Páscoa. As senhoras se despediram de mim; tiramos uma foto para registar aquele momento que nunca mais existirá, e elas já estavam quase indo quando perguntei a elas o que que iriam fazer. A amiga da Vera me explicou que tinha de voltar para a casa e fazer almoço para o filho; e Vera respondeu que não tinha nada de importante para fazer, mas que ia para casa.
Na hora, perguntei a ela se gostaria de fazer a leitura de aura e o atendimento completo de massagem, alinhamento de Chakras, e ela me respondeu que gostaria, mas não tinha dinheiro. Respondo que não cobraria nada, pois o dinheiro é consequência e não deixo de fazer a leitura em ninguém por falta de recursos, sendo que eu ficaria feliz em fazê-la porque não foi por acaso que nos encontramos e eu sentia que poderia dizer mais algumas palavras para ela. Vera abriu-me um lindo sorriso e aceitou, dizendo então que depois pagaria o meu almoço. Embaixo de uma árvore florida, fiz o atendimento e uma hora e meia passou voando, sendo que o resultado da leitura foi excepcional. Vera ouviu realmente o que precisava ouvir e com corpo relaxado, algo que para ela que é difícil de acontecer. 

 

Ainda incrédula quanto ao nosso encontro que ocorreu ao acaso (e não por acaso), Vera me agradeceu muito e um forte abraço nos uniu naquele momento mágico.
Perguntei a ela quanto que ela gastaria para pagar o almoço, e ela me disse que tinha um bom restaurante ali perto, que servia pratos a partir dez reais. Então, digo a ela que, naquele momento, se fosse possível, eu preferiria ter esse dinheiro para colocar créditos no celular, pois os meus tinham acabado e ainda tinha a esperança de que alguém me ligaria para marcar um atendimento e que depois eu comeria alguma fruta e com ela bem me satisfaria. Surpresa, ela me perguntou se eu estava falando sério. “Mas você não vai almoçar?”, continuou ela, ainda não acreditando. Respondo que não, que iria fazer um dia de jejum, o que até seria bom para mim. Obviamente, minha barriga estava roncando, mas, no momento, era mais importante os créditos para eu conseguir me comunicar com as pessoas. 

 

Ela tirou uma nota de vinte reais e me entregou, dizendo:  “assim você conseguirá colocar créditos em seu celular e comprar alguma fruta depois”. Fiquei muito feliz, pois nem esperava por tanto, e agradeci de coração. Começamos a caminhar juntos em direção à saída do parque, ainda com aquela energia dos dois vibrando de felicidade por aquele abençoado encontro que o Divino nos proporcionou. Quase no final da caminhada, ela me disse mais uma vez: “Cauê, se você quiser posso comprar uma marmita de dez reais, na qual vem bastante comida. Então, poderemos comer os dois e ainda sobrará. Podes almoçar lá em casa, sem problemas”. Bom, estava tão agradável a companhia dela que aceitei e fomos em direção ao seu apartamento. Ela foi me contando as histórias de sua família, de seus filhos e netos, muito lindas. Chegamos no apartamento, tirei o palo santo que carrego na mochila e o entreguei a Vera, que havia me pedido para purificar no lugar, que, na verdade, não era dela, mas de uma amiga que o alugou por um preço bem em conta. Ela disse que iria até o restaurante comprar a comida e me deixou usando a internet enquanto isso. A porta ficou aberta, pois, antes de sair, Vera me disse que pensa não ser uma atitude agradável deixar alguém trancado em uma casa. Lá estava eu, no apartamento de Vera, com aquela sensação ainda incrédula de todo o processo até chegar lá, a confiança conquistada entre nós, simples e incrível, repleta de entrega recíproca.

 

Alguns minutos depois, ela retornou com um banquete. Saladas, legumes, peixe, nhoque, além de umas tortinhas deliciosas. Foi realmente muita emoção e benção! Um momento único de muita conversa, histórias e ela me relatou que, quando estava descendo no elevador, pensou: “olha que loucura! Deixei alguém que nem conheço sozinho no meu apartamento”. E logo outro pensamento chegou-lhe. Era a sensação de que uma coisa muito boa lhe sobreviera e que estava seguindo seu coração.

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