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Uma amizade muito bonita nasceu; e lhe mostrando os vídeos das comunidades onde morei, dos lugares onde passei, e ela as fotos de sua família, bateu um cansaço gigante em mim, pois tinha acordado às 6 da manhã e deixei-a vendo um vídeo de Piracanga. Me deitei para tirar um cochilo no quarto de seu filho. Dormi até às 15:15 h exatamente e, quando acordei, ela estava lá ainda, vendo alguns vídeos e pesquisando coisas relacionadas com o que tínhamos conversado na leitura de Aura. Ela me falou que eu deveria conhecer sua irmã que é jornalista e que ela ia amar fazer uma consulta. Trocamos contatos e ela ainda me agradeceu muito por tudo e disse que o dia, aquele momento da vida dela realmente mudou muito e que, com certeza, ela estava vendo agora todas suas dificuldades com outros olhos, fazendo questão que eu voltasse outro dia e que, dessa vez, ela que iria cozinhar!

 

Despedimo-nos no hall de entrada do prédio, ainda com aquela sensação boa e muita felicidade. Segui meu caminho, pois tinha que conseguir vender mais biscoitos e continuar a caminhada. Lá estava eu, no centro de Porto Alegre, em meio a um fluxo muito grande de pessoas, e parei um pouquinho para amarrar os cadarços quando vi duas mulheres, uma no celular, muito indignada, revoltada, porque ela, pelo que consegui ouvir, havia contratado um sujeito para instalar algo e ele não tinha vindo ainda. Ela estava realmente muito brava. Quando desligou o celular, bufando, e entrou em um corredor de um prédio, nessa hora eu a chamei e disse-lhe: “moça, olha um presente para ti”, e entreguei um envelope em que havia trevos e falei que lhe desejava muita coisa boa, além de muita luz no seu caminho. Ela pasmou, pegou o envelope sem saber o que tinha nele quando eu já estava saindo do corredor. Ainda terminando de arrumar minhas coisas, de repente apareceu uma mulher e perguntou se foi eu quem tinha dado o envelope para a moça. Respondi que sim e, na mesma hora, disse-me: você pode dar um para mim também, por favor?

 

Dei-lhe um grande sorriso e disse: “claro que sim!” Entreguei a ela quatro trevos do amor e também tirei as cartas para ela, mais um momento único e lindo se materializando. Despedimo-nos e aquela energia maravilhosa me preencheu mais uma vez, além da confiança de que estou no caminho certo e que o dinheiro para eu pagar o aluguel também viria com certeza. Continuando pelo centro, eu cheguei perto da parada de ônibus e lembrei-me de uma loja de artesãos na qual, uns dias atrás, fui com a minha tia e conheci uma senhora muito simpática, porém eu não tinha trevos naquele momento para entregar-lhe. Chegando lá, fui recebido por uma outra senhorinha muito gentil e descobri que a outra senhora não estava. Ela tinha uma energia tão boa que me fez entregar-lhe alguns trevos. Ela disse que estava feliz em ver um jovem espalhando coisas boas para as pessoas. Foi-me um grande prazer, tal como nas outras vezes em que os entreguei, e afirmei que voltaria em breve. 

 

Cheguei nas plataformas de ônibus, ainda um pouco perdido, e descobri o lugar onde devo pegar meu ônibus. Entro na fila e, atrás de mim, chegou uma senhora com uma energia muito boa e vejo que ela está com um pingente de coração pendurado no pescoço e mais um coração no braço. Pensei que poderia entregar o trevo do amor para ela por causa dos dois corações que ela portava, pois, com certeza, ela iria gostar. Percebi que ela estava um pouco agitada, olhando de um lado para o outro, e me veio uma dúvida: “será que entrego mesmo… e se ela não gostar?” Mas isso logo passou e me veio uma frase que a Mel me disse uma vez: “se teu coração sente que tem que entregar… entregue!” Respirei fundo, tomei coragem e mostrei um trevo do amor para ela, dizendo que eu vi que ela gosta muito de corações, que ela tinha uma energia boa, e, por isso, gostaria de presenteá-la e que esse momento nunca mais existiria, mas alguma forca Maior faz com que as pessoas se encontrem”. Ela abriu um imenso sorriso, mas, na hora, percebi a dúvida dela e ela me perguntou qual o valor dos trevos? Respondi-lhe que é de graça, de coração, e que tinha uma mensagem iluminada para ela. Tirei as cartas e, de novo, a mensagem veio como uma luva. Ela me agradeceu muito e me perguntou de novo: “mas eu não tenho que te dar nada?” Digo que não, mas que estava com os biscoitos e com os adesivos e, se ela quisesse comprar alguns para me ajudar, seria um auxílio bem-vindo, mas, se não, tudo bem. E ela comprou um biscoito e um adesivo.  

 

 Mais uma surpresa e o acolhimento e a abertura dela foram maravilhosos. Sentamos um do lado do outro no ônibus e ela me contou que ela já teve um vaso de trevos de quatro folhas em casa, mas que uma vez foram duas mulheres na casa dela, as quais gostaram tanto deles e que quiseram mudas, sendo que depois de dois dias tudo morreu. Ela achava que uma energia negativa e carregada os matou e, por isso, ela ficou muito triste. Contou-me sua história também. Disse que era jornalista, mas estava passando por algumas dificuldades financeiras, pois a filha estava fazendo faculdade e morava em Florianópolis, o que já lhe acarretava custos, além de estar ajudando a escrever as histórias do seu irmão, que era taxista e tinha coletado centenas de histórias que ele ouviu no seu dia a dia e transformou em um livro fantástico, porém ainda não tinha como fazer uma tiragem dos exemplares porque era um trabalho independente, mas ele estava buscando patrocínio para isso.

 

Trocamos contatos e ela muito prestativa, dizendo-me onde eu precisava descer. Tiramos uma foto e nos despedimos com muita alegria do sincrônico encontro. Acabei encontrando o meu tio e peguei uma carona para Guaíba e, quase chegando em casa, meu celular tocou: era a Vera, a senhora que conheci no parque de manhã. Bastante eufórica, ela me disse: “Cauê, quem que você encontrou nesta tarde?” Algumas pessoas, respondi. Então ela perguntou: “na parada de ônibus? Encontrei uma senhora bem simpática a quem entreguei os trevos. Você não vai acreditar, mas era a minha irmã!”       

 

“Sério, como assim?”, eu disse, e então ela me falou o seguinte: “pois é, eu entrei no Face e eu vi que ela tinha curtido a fanpage da Rede Trevo do Amor. Então eu pensei; como assim? Como ela encontrou o Cauê, se nem falei nada para ela? Na hora liguei e ela me contou que te encontrou por acaso na parada de ônibus e que tinha sido maravilho e que estava muito feliz!” Nós dois ficamos pasmos no celular e com aquela euforia que não tem como explicar. Não há como imaginar a probabilidade de eu encontrar a irmã dela, quem eu nem conhecia, em uma cidade do tamanho de Porto alegre? É muita sincronicidade! Não devemos duvidar de nada, principalmente da força maior que está nos guiando. Existem encontros que, com certeza, já foram acertados em algum momento da nossa trajetória e eles têm que acontecer. E acontecem

 

 

 

Vera Regina Teixeira

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